Review: Marvel MaXimum Collection (PS5)

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Os jogadores podem esperar uma gameplay nostálgica, mas de alto nível com a chegada da coletânea às plataformas atuais!

Autor Jean Azevedo Koreiajr
Jean Azevedo Koreiajr
Capa de Marvel MaXimum Collection(Fonte: PS Store)

Voltar para os anos 90 virou tendência na indústria, especialmente quando o assunto são coletâneas retrô. Marvel MaXimum Collection entra nesse cenário reunindo jogos de uma época em que personagens da Marvel apareciam em praticamente todo tipo de videogame.

A proposta é simples: resgatar títulos clássicos e disponibilizar tudo em um único pacote. Mas, como acontece com esse tipo de relançamento, nem tudo depende só da nostalgia. A experiência atual pesa — e bastante — no resultado final.

O que é a Marvel MaXimum Collection?

Marvel MaXimum Collection reúne seis jogos lançados entre 1990 e 1995, com versões de arcade e consoles como Mega Drive, SNES e NES. A coletânea mistura beat ‘em ups e shoot ‘em ups com personagens conhecidos como Homem-Aranha, X-Men e Capitão América.

Captura de tela de Marvel Maximum Collection
(Fonte: GeekShip/KoreiaJr)

Entre os jogos estão X-Men: The Arcade Game, Captain America and the Avengers, Maximum Carnage, Separation Anxiety, Arcade’s Revenge e Silver Surfer. Cada um representa um momento diferente das adaptações da Marvel nos videogames e a nostalgia bate muito bem. Afinal, o port é extremamente bem feito para as plataformas atuais – testamos no PS5!

Gameplay

A base da coletânea é simples e segue o padrão da época. A maioria dos jogos aposta na pancadaria lateral com progressão em fases, inimigos em sequência e chefes ao final de cada etapa.

A resposta dos comandos funciona muito bem dentro dessa proposta. Mesmo sendo jogos antigos, tudo responde de forma precisa, o que ajuda bastante na experiência e evita frustração desnecessária em momentos mais difíceis.

Outro ponto positivo está nas opções de configuração. Diferente de muitas coletâneas do mesmo tipo, aqui é possível ajustar o ecrã de várias formas sem perder qualidade, o que faz diferença na hora de jogar por mais tempo.

Como destaque, podemos falar sobre X-Men: The Arcade Game, que é, sem dúvida, o principal nome do pacote. O jogo continua divertido, principalmente pelo ritmo rápido e pela possibilidade de jogar com mais pessoas.

Mesmo assim, ele também mostra o peso da idade. O combate é simples, os golpes se repetem muito e não existe muita variação entre os personagens, o que pode cansar depois de um tempo. Entretanto, isso a gente já entra sabendo quando adquire a coletânea.

Seguindo o mesmo modelo, Captain America and the Avengers tenta variar um pouco mais, misturando pancadaria com trechos de tiro. A ideia funciona em partes, mas o jogo não tem o mesmo ritmo e impacto do título dos X-Men.

Continuando, Maximum Carnage é um dos mais interessantes visualmente e traz boas ideias, principalmente com o uso das teias. Ainda assim, o ritmo lento e os inimigos resistentes acabam deixando tudo mais arrastado do que deveria.

Fechando, Separation Anxiety segue o mesmo caminho, mas com menos impacto. Mesmo com multiplayer, ele passa a sensação de ser uma versão reaproveitada, sem grandes mudanças.

Diferenças que nem sempre ajudam

Ao jogarmos, nota-se como Arcade’s Revenge tenta fugir do padrão com fases diferentes e foco em personagens variados. A proposta é interessante, mas os controles e o nível de dificuldade atrapalham bastante.

Da mesma forma, Silver Surfer muda completamente o estilo e aposta em um shoot ‘em up. Ele funciona bem dentro da proposta, mas a dificuldade elevada e o design das fases tornam a experiência mais frustrante do que divertida para muitos jogadores.

No geral, a coletânea acerta ao trazer recursos atuais que fazem diferença. Save a qualquer momento e a função de rebobinar ajudam a contornar a dificuldade dos jogos mais antigos.

Além disso, há opções de trapaça como vidas infinitas e invencibilidade. Isso abre espaço para quem quer apenas conhecer os jogos sem precisar lidar com a dificuldade original.

Marvel Maximum Collection também apresenta materiais extras como artes, capas e documentos dos jogos. Esse conteúdo ajuda a valorizar a coletânea e reforça o lado histórico do projeto.

Não é algo que muda a jogabilidade, mas adiciona valor para quem gosta de ver como esses jogos foram produzidos na época.

Valor e proposta

O preço de R$ 142,50 na PS Store está dentro do esperado para esse tipo de coletânea. Não é barato, mas também não foge do padrão atual do mercado.

Ainda assim, é importante não se deixar levar apenas pela nostalgia. A coletânea entrega o que promete, mas a repetição dos jogos pode cansar mais rápido do que o esperado.

Captura de tela de Marvel Maximum Collection
(Fonte: GeekShip/KoreiaJr)

Onde o jogo erra

O maior problema está justamente na repetição. Muitos jogos seguem a mesma base, o que deixa a experiência limitada depois de algumas horas.

Outro ponto é que nem todos envelheceram bem. Alguns títulos têm controles complicados ou design que não conversa mais com o padrão atual.

Também falta um pouco mais de ambição no pacote. As melhorias ajudam, mas poderiam ir além para tornar a experiência mais consistente entre todos os jogos.

Captura de tela de Marvel Maximum Collection
(Fonte: GeekShip/KoreiaJr)

Conclusão

Marvel MaXimum Collection é um relançamento bem feito dentro da sua proposta. As opções de tela e a boa resposta dos comandos mostram cuidado com a adaptação para os dias atuais.

Por outro lado, é uma coletânea que depende muito do seu interesse por jogos antigos. O preço é justo, mas a repetição pode fazer com que a experiência enjoe rápido. É um pacote interessante, mas com limitações claras.

Marvel MaXimum Collection é nota 82!

Pontos positivos

  • Boa seleção de jogos clássicos da Marvel
  • X-Men: The Arcade Game continua sendo um grande destaque
  • Opções de ajuste de ecrã sem perda de qualidade
  • Resposta dos comandos funciona bem na maioria dos jogos
  • Recursos modernos úteis (save, rewind e cheats)
  • Conteúdo extra interessante com artes e material histórico

Pontos negativos

  • Estrutura repetitiva entre os jogos pode cansar rápido
  • Parte da coletânea envelheceu mal em gameplay e design
  • Alguns títulos têm dificuldade desbalanceada ou controles problemáticos
  • Falta de melhorias mais profundas além dos recursos básicos
  • Nem todos os jogos têm o mesmo nível de qualidade