Os 10 melhores episódios de American Horror Story, classificados

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Descubra os 10 melhores episódios de American Horror Story, classificados do 10º ao 1º lugar. Relembre os momentos mais icônicos da série de Ryan Murphy.

Gabriel Barbosa
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Desde sua estreia, American Horror Story deixou claro que não é apenas uma série de terror — é uma experiência. Ryan Murphy nos convida, temporada após temporada, a mergulhar em universos distintos, sombrios e carregados de crítica social. Mas, entre tantos episódios perturbadores, há aqueles que se tornaram verdadeiros marcos, tanto para os fãs quanto para a televisão contemporânea.

A seguir, estão os 10 episódios mais memoráveis da série, classificados com base em narrativa, construção de personagens e impacto emocional.

10. Chapter 9Roanoke (Temporada 6, Episódio 9)

Roanoke (Temporada 6, Episódio 9). Foto: Divulgação

Roanoke é, talvez, a temporada mais ousada da série. E este episódio é o ápice da brutalidade. Filmado como um “found footage” dentro de um reality macabro, acompanhamos a lenta e inevitável destruição dos personagens restantes. A tensão é claustrofóbica. Ver Audrey (Sarah Paulson) lutar por sua vida enquanto tudo ao redor desmorona é sufocante — especialmente porque já não sabemos mais quem está vivo, morto ou fingindo.

É um episódio que testa o espectador e brinca com a fronteira entre espetáculo e sobrevivência real.

9. Trick or TreatMurder House (Temporada 1, Episódio 4)

Trick or Treat. Foto: Divulgação

O primeiro especial de Halloween da série já mostra a que veio. A casa ganha vida, literalmente, ao permitir que os mortos saiam para interagir com os vivos. Aqui, aprendemos mais sobre Tate Langdon e sua ligação perturbadora com os horrores escondidos nos porões da Mansão Harmon.

A cena em que os antigos pacientes de Ben voltam para assombrá-lo marca o início da revelação da verdadeira natureza da casa — e é impossível ignorar o desconforto crescente que o episódio provoca.

8. Could It Be… Satan?Apocalypse (Temporada 8, Episódio 6)

Could It Be… Satan? Foto: Divulgação

Michael Langdon finalmente tem seu momento. Este episódio não apenas aprofunda a origem do Anticristo, mas também celebra o crossover com Coven e Murder House. É aqui que vemos flashbacks de sua ascensão dentro da seita satânica, além de seu confronto psicológico com os bruxos da Academia Hawthorne.

A atuação de Cody Fern como Michael é hipnotizante, e o episódio oferece um equilíbrio impecável entre horror sobrenatural e crítica à masculinidade tóxica travestida de “escolhido”.

7. BitchcraftCoven (Temporada 3, Episódio 1)

Bitchcraft – Coven. Foto: Divulgação

Desde a primeira cena, sabemos que Coven será diferente. Quando Zoe (Taissa Farmiga) descobre seus poderes, somos inseridos num universo onde jovens bruxas tentam sobreviver em um mundo que insiste em persegui-las. Fiona Goode (Jessica Lange) rouba a cena com uma introdução que já a consagra como uma das personagens mais marcantes da franquia.

A mistura de poder, feminismo e horror gótico nunca funcionou tão bem — e “Bitchcraft” nos deixa sedentos por mais.

6. Madness EndsAsylum (Temporada 2, Episódio 13)

Madness Ends – Asylum (Temporada 2, Episódio 13). Foto: Divulgação

Um final agridoce que entrega tudo o que prometeu. Lana Winters sobreviveu, sim, mas às custas de sua própria alma. O episódio final de Asylum revela os destinos dos personagens com sensibilidade e brutalidade na medida certa. Ver Kit cuidando de Jude até o fim da vida mostra que ainda há bondade em meio ao caos.

E quando Johnny Morgan (filho de Lana) confronta a mãe em um desfecho tenso e catártico, entendemos que o horror real, muitas vezes, vem da família.

5. 11/9Cult (Temporada 7, Episódio 4)

11/9 – Cult (Temporada 7, Episódio 4). Foto: Divulgação

Este episódio é um retrato preciso da radicalização moderna. Acompanhamos, em flashbacks, como Kai Anderson manipula mentes frágeis e transforma medo em poder. A forma como o episódio reconstrói os dias seguintes à eleição de Donald Trump é angustiante — porque tudo soa real demais.

É impossível não se sentir sufocado pelas decisões que os personagens tomam, especialmente Beverly Hope (Adina Porter), cuja queda na espiral da seita é dolorosamente compreensível.

4. Welcome to BriarcliffAsylum (Temporada 2, Episódio 1)

Welcome to Briarcliff – Asylum (Temporada 2, Episódio 1). Foto: Divulgação

O primeiro episódio de Asylum é um soco no estômago. Desde a abertura no manicômio até a apresentação de Sister Jude, somos imersos em um ambiente opressivo onde ninguém está seguro — nem mesmo os “normais”.

O maior mérito aqui é o ritmo. Cada personagem é introduzido com camadas de mistério e tragédia, e o espectador é convidado a questionar: quem é realmente louco neste lugar?

3. Halloween (Part 2)Murder House (Temporada 1, Episódio 5)

Halloween (Part 2) – Murder House. Foto: Divulgação

Tate e Violet compartilham um dos momentos mais icônicos da série, à beira do oceano. Mas há algo inquietante: os fantasmas estão todos à solta e querem respostas. A revelação sobre Addie e sua morte é devastadora — e a performance de Jessica Lange como Constance Langdon é simplesmente de partir o coração.

A dor, o luto e a violência se misturam numa noite onde nada volta ao normal. E esse foi o episódio que fez muitos perceberem que AHS era mais do que horror: era também tragédia.

2. Return to Murder HouseApocalypse (Temporada 8, Episódio 6)

Return to Murder House. Foto: Divulgação

Um presente para os fãs da primeira temporada. Quando Madison e Behold retornam à famosa casa, somos levados de volta aos horrores que deram início a tudo. O episódio é recheado de revelações — como a origem do mal em Michael e o destino de personagens queridos como Violet e Tate.

Jessica Lange retorna em grande estilo como Constance, entregando um monólogo final que encerra seu arco com perfeição. A direção, as atuações e a nostalgia fazem deste episódio um dos mais completos de toda a franquia.

1. The Name GameAsylum (Temporada 2, Episódio 10)

The Name Game – Asylum. Foto: Divulgação

O episódio mais marcante de American Horror Story. Sister Jude, completamente desorientada, alucina com um número musical no refeitório — enquanto, ao fundo, seu mundo desmorona. O contraste entre a cena leve e a realidade opressora do manicômio é devastador.

Mas o episódio vai além. Aqui, vemos a queda final de personagens que amamos e odiamos. É um episódio sobre perda de identidade, sobre controle, e sobre como até o riso pode ser usado como mecanismo de defesa diante da dor.

É perturbador, brilhante, inesperado e absolutamente inesquecível.

Escolher os 10 melhores episódios de American Horror Story não é tarefa fácil. A série passou por altos e baixos, sim, mas quando acerta, ela marca profundamente quem assiste.

Seja pelo terror psicológico, pelo drama humano ou pelas reviravoltas corajosas, AHS segue sendo um marco da TV contemporânea.