Sindicado dos Roteiristas pode processar Amazon Studios

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Mesmo após o término da paralisação dos Roteiristas de Hollywood, as repercussões desse impasse ainda reverberam na indústria do entretenimento.

Autor Gabriel Barbosa
Gabriel Barbosa
Teia de Seda é uma das séries afetadas. Foto: DivulgaçãoTeia de Seda é uma das séries afetadas. Foto: Divulgação

O sindicato dos Roteiristas (WGA) está agora cogitando iniciar um processo legal contra a Amazon Studios devido à interrupção de diversos projetos, incluindo a aguardada série live-action da Teia de Seda, parte integrante do universo da Sony/Marvel.

Segundo um relatório exclusivo do The Ankler, a Amazon Studios está enfrentando medidas judiciais após se negar a retomar projetos que foram suspensos durante a greve dos roteiristas.

O sindicato emitiu um comunicado manifestando sua posição sobre a situação, alegando que a recusa da Amazon em reabrir espaços de redatores após o término da greve viola o Acordo de Encerramento da Greve entre o sindicato e a Associação de Produtores de Cinema e Televisão dos Estados Unidos.

De acordo com o comunicado do sindicato:

“A negligência da Amazon Studios em reabrir várias salas de redatores após a greve constitui uma violação do Acordo de Encerramento da Greve. É obrigação dos estúdios reunir os redatores para o trabalho após o fim da greve, e os Acordos de Prestação de Serviços Pessoais dos redatores foram estendidos por um período correspondente à parte do contrato sobreposta pela greve. O sindicato tomará medidas legais contra a Amazon e qualquer outro estúdio que viole o Acordo de Encerramento da Greve, visando recuperar as compensações, pagamentos atrasados e benefícios negligenciados como resultado desse atraso.”
(Tradução livre)

Embora a série Teia de Seda seja enfatizada, o sindicato dos criadores de roteiro alega que a Amazon Studios deixou de lado diversas outras produções já anunciadas após o término da greve. Essa postura, segundo o sindicato, pode ser interpretada como uma forma de retaliação contra os artistas que participaram das manifestações durante a greve.

Até o momento, a Amazon Studios não se manifestou sobre as acusações.