Crítica: Seven Kings Must Die
Seven Kings Must Die, filme que encerra os eventos de The Last Kingdom, não falhou, mas poderia ter sido uma produção ainda melhor
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O filme que encerra a história de The Last Kingdom, Seven Kings Must Die, estreou na Netflix nesta sexta-feira (14/04). A trama é inspirada no livro ‘Crônicas Saxônicas’, de Bernard Cornwell. A série estreou em 2015, na BBC e a Netflix interveio na produção da segunda temporada e, a partir da terceira, tomou as rédeas do projeto. Podemos encontrar todos os 36 episódios na plataforma.
Vemos que a trama não se perdeu do material original, mas o ponto ápice é saber que mesmo quem não assistiu a série, pode mergulhar na trama, desde que não perca os pequenos detalhes e entenda que o filme já se inicia num momento delicado de relações poderosas. Da mesma forma que a série, que foi impecável com a produção, relembramos com facilidade da mais aclamada, ‘Vikings’.
Esse cuidado foi minucioso. Acontece que o filme desperta curiosidade dos eventos anteriores para quem não acompanhou, o que pode servir de exemplo para outros diretores. Mas claro que, você sentirá umas pontas soltas que irão colaborar com a curiosidade para assistir a série.
Athelstan (Harry Gilby) acaba sendo o personagem principal da trama e tudo gira em torno da decisão dele. Qualquer passo que ele der, pode causar reações diferentes e é a curiosidade de suas decisões, que já podem ser consideradas meio óbvias, que nos prendem na trama.
A trilha sonora que colabora com cada cena e passo dos personagens, inclusive com o enredo de forma geral, colaborou de forma crucial com a imersão na história do filme.
Realmente, Edward Bazalgette, diretor, conseguiu construir os diversos enredos e histórias de cada personagem de uma forma excepcional, mas repetindo o que disse anteriormente, há pontas soltas que só serão atadas na série.
Para quem gosta de detalhes, realmente não se decepcionará com a trama, mas é preciso dizer que as cenas de lutas estavam passos atrás de outras produções, como Vikings, Game of Thrones e O Homem do Norte, mas é compreensível dizer que esse não era o estopim da série.
Ainda, dizendo sobre os cuidados e detalhes, é incrível como tentaram permanecer fiéis à época, desde mentalidade, onde homens gays, por exemplo, se odeiam e tentam de certa forma expurgar seus pecados travando uma guerra com a própria fé. Apesar de não ser muito explorado, é um detalhe enriquecedor da Idade das Trevas.
A maneira como apresentaram uma sociedade complexa de dinamarqueses pagãos e saxões cristãos – e pessoas que são um pouco dos dois – tentando, com alguma dificuldade, se dar bem, é cativante, pois ali aprendemos como é a diferença de culturas em um lugar só, na época.
Épico, seria a palavra ideal para descrever a trama, baseado nos romances de Bernard Cornwell e que se desenrola no século 10, mas pode gerar uma certa confusão se o telespectador tirar os olhos das telas.
De fato, a luta final, mesmo com perdas de personagens significativos e que marcaram a trama, deixaram uma marca em nós. A série, através do filme, encerrou de forma digna, sem muita enrolação ou malabarismos que poderiam deixar pontas soltas.
Com prós e contras, o filme é uma boa narrativa do período medieval, para fãs de Vikings e outras produções que remontam à época, certamente gostarão da trama, mas, para mergulhar de fato na história de Seven Kings Must Die é preciso assistir as 5 temporadas de The Last Kingdom, que também estão disponíveis na Netflix.