DLCs e itens rendem mais à PlayStation que jogos digitais

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Conteúdos adicionais arrecadaram 53% a mais que as vendas de jogos completos pela PlayStation Store.

Jean Azevedo Koreiajr
Filme de Bloodborne(Fonte: PlayStation/FromSoftware)

Os conteúdos adicionais do PlayStation renderam 293,2 bilhões de ienes à Sony entre abril e junho de 2026. O valor supera com folga os 192 bilhões arrecadados com as vendas de jogos digitais completos no mesmo período.

De acordo com o relatório financeiro da Sony, a diferença entre as duas categorias chegou a 101,2 bilhões de ienes. Portanto, os conteúdos extras geraram aproximadamente 53% mais receita que os downloads de jogos pela PlayStation Store.

As vendas de jogos em mídia física acrescentaram outros 20,5 bilhões de ienes. Mesmo somando os formatos digital e físico, os títulos completos renderam 212,5 bilhões, permanecendo abaixo dos conteúdos comercializados dentro dos games.

O que são os conteúdos adicionais do PlayStation?

A categoria reúne DLCs, expansões, moedas virtuais, itens e outros produtos vendidos pela PlayStation Store. Dessa forma, ela inclui tanto grandes pacotes com novas campanhas quanto pequenas compras realizadas dentro de jogos gratuitos ou pagos.

O PS Plus não aparece nesse grupo. A Sony contabiliza assinaturas e publicidade na categoria de serviços de rede, que arrecadou 208,6 bilhões de ienes durante o trimestre.

Na comparação anual, a receita dos conteúdos adicionais permaneceu praticamente estável. O resultado anterior havia alcançado 292,6 bilhões de ienes, enquanto as vendas de jogos digitais completos caíram de 199,5 bilhões para 192 bilhões.

Os downloads representaram 82% das unidades de jogos completos vendidas no PS4 e no PS5. Esse percentual não inclui DLCs ou moedas, mas ajuda a explicar a crescente importância da PlayStation Store e a decisão da Sony de investir cada vez mais no mercado digital.

Ao todo, a divisão faturou 526,6 bilhões de ienes com softwares no trimestre. Os conteúdos adicionais responderam por quase 56% desse valor, tornando-se a maior fonte de receita da categoria.

Para a Sony, vender o jogo deixou de encerrar a relação comercial com o consumidor. Atualizações, expansões e compras internas permitem que um mesmo título continue gerando dinheiro durante meses ou até anos após o lançamento.