Lucro da PlayStation cresce 37% apesar da queda do PS5

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Divisão cresceu mesmo com redução nas vendas do PS5, impulsionada por serviços, câmbio e reembolsos de tarifas.

Autor Jean Azevedo Koreiajr
Jean Azevedo Koreiajr
Sony fachada Japão(Fonte: Reprodução)

O lucro da PlayStation cresceu 37% entre abril e junho de 2026 e alcançou 202 bilhões de ienes. O resultado chama atenção porque a Sony distribuiu menos unidades do PS5 e registrou uma redução nas vendas de jogos produzidos por outras empresas.

Segundo o novo relatório financeiro da Sony, a divisão de Games e Serviços de Rede faturou 937,1 bilhões de ienes. A receita ficou praticamente estável diante dos 936,5 bilhões de ienes registrados no mesmo período do ano anterior.

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Fonte: Sony

As vendas do PS5, por outro lado, caíram 36%. A companhia distribuiu 1,6 milhão de consoles no trimestre, enquanto havia enviado 2,5 milhões entre abril e junho de 2025. Essa desaceleração já aparecia quando o videogame alcançou 93,7 milhões de unidades.

Serviços ajudaram o lucro da PlayStation

A receita dos serviços de rede aumentou de 172,6 bilhões para 208,6 bilhões de ienes. Essa categoria reúne principalmente os ganhos obtidos com o PS Plus e publicidade, sem incluir as vendas de jogos pela PlayStation Store.

Os conteúdos adicionais também continuaram rendendo bastante dinheiro. DLCs, moedas, expansões e itens comercializados dentro dos jogos geraram 293,2 bilhões de ienes, superando os 192 bilhões arrecadados com downloads de títulos completos.

A Sony atribuiu o crescimento do lucro da PlayStation aos reembolsos de tarifas nos Estados Unidos e ao impacto positivo do câmbio. A companhia também conseguiu reduzir custos, embora os investimentos na próxima geração e as despesas com reestruturação tenham consumido parte do resultado.

Mesmo com o hardware perdendo velocidade, a empresa aumentou sua previsão de lucro para todo o ano fiscal. A nova estimativa alcança 660 bilhões de ienes, contra os 600 bilhões projetados anteriormente.

Os números ajudam a explicar por que a Sony pretende ampliar seus negócios digitais e não deve voltar atrás sobre o fim dos novos jogos em disco. O PS5 ainda movimenta uma base enorme, mas serviços e conteúdos adicionais assumem uma fatia cada vez mais importante do negócio.