Pragmata ser comparado a jogos de PS3 é “um grande elogio”, diz diretor

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Para a Capcom, a sensação de jogo de outra geração pode estar ligada ao espírito experimental de Pragmata.

Autor Jean Azevedo Koreiajr
Jean Azevedo Koreiajr
PRAGMATA(FONTE: Capcom)

Pragmata vem chamando atenção não apenas por sua mistura de tiro, puzzle e ficção científica, mas também por uma comparação recorrente entre jogadores e críticos. Para muita gente, o novo jogo da Capcom parece ter saído da era PS3 e Xbox 360, período marcado por ações lineares, ideias mais arriscadas e experiências de médio porte dentro do mercado AAA.

Em entrevista ao GamesRadar+, o diretor Yonghee Cho e o produtor Naoto Oyama comentaram essa percepção. Cho afirmou que a equipe já tinha ouvido comentários parecidos de jogadores e críticos, e tratou a comparação como um elogio. Segundo ele, a sensação de lembrar jogos daquela época é uma honra, já que também guarda boas lembranças desse período.

Oyama explicou que essa associação pode vir do clima de experimentação que marcou a geração PS3 e Xbox 360. Na visão do produtor, muitos estúdios e publishers testavam novas ideias naquele momento, criando jogos diferentes entre si. Para ele, Pragmata pode despertar essa memória porque a equipe também tentou construir algo novo.

PRagmata Diana nas costas do Hugh
(Fonte: GeekShip/KoreiaJr)

A comparação faz sentido dentro da proposta do jogo. Pragmata combina combates contra robôs na Lua com mecânicas de hacking e resolução de puzzles, sem tentar seguir totalmente a estrutura dominante dos grandes lançamentos atuais. Por isso, parte do público passou a vê-lo como um sucessor espiritual de uma fase mais compacta e direta dos jogos de ação em terceira pessoa.

O comentário também ajuda a explicar por que Pragmata encontrou tanta identificação entre jogadores nostálgicos daquela geração. Em um mercado AAA cada vez mais caro e cauteloso, um jogo que parece assumir riscos pode soar quase deslocado. Para a Capcom, pelo menos nesse caso, parecer um jogo de PS3 não é crítica. O que você achou de Pragmata?