Review: Scott Pilgrim EX (Switch 2)
Scott Pilgrim EX expande a fórmula do clássico beat ‘em up com exploração em Toronto, combate estiloso e cooperação para quatro jogadores.
Publicado em 6 de Março de 2026, às 11h31
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Voltar ao universo de Scott Pilgrim sempre desperta um sentimento curioso de familiaridade. A estética em pixels, o humor e a pancadaria continuam sendo a base da experiência. Scott Pilgrim EX entende isso desde os primeiros minutos e rapidamente deixa claro que não pretende reinventar a fórmula, mas sim expandi-la.

Recebemos uma cópia do game para Nintendo Switch 2 e a experiência foi extremamente positiva. Tanto no single quanto no multiplayer, a pancadaria comeu solta e o jogo entregou tudo que prometeu.
Toronto 20XX
A nova história leva os personagens de volta às ruas de Toronto, agora transformadas em um território dominado por três gangues improváveis: veganos, robôs e demônios. No meio desse cenário caótico, os colegas de banda de Scott desaparecem após serem sequestrados por forças misteriosas, o que dá início à nova jornada.
Essa premissa serve como ponto de partida para uma campanha que mistura investigação, exploração e muitas brigas espalhadas pela cidade. Scott, Ramona Flowers e outros rostos conhecidos da série assumem o protagonismo enquanto tentam entender quem está manipulando os acontecimentos por trás desse caos.
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O roteiro foi escrito por Bryan Lee O’Malley, criador da franquia, e mantém o mesmo tom irreverente que sempre definiu Scott Pilgrim. Diálogos rápidos, situações absurdas e referências constantes ao universo original ajudam a manter a identidade da série.
Ainda assim, a narrativa funciona mais como um pano de fundo para a ação. O foco real do jogo continua sendo o combate, mas antes de falar das brigas em si, vale olhar para a principal mudança estrutural desta sequência.
Toronto agora é um grande mapa interconectado
Diferente do jogo de 2010, que seguia uma progressão clássica de fases lineares, Scott Pilgrim EX aposta em uma estrutura mais aberta. Em vez de simplesmente avançar por estágios, o jogador passa a explorar uma versão interconectada de Toronto.
Bairros diferentes se conectam entre si e funcionam como pontos de acesso para missões, NPCs e áreas secretas. Isso muda a forma como a campanha se desenvolve e cria uma sensação maior de continuidade dentro do mundo do jogo.
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Dessa forma, a exploração passa a ter um papel importante. Alguns caminhos só podem ser acessados depois de avançar na história ou desbloquear determinadas habilidades, criando uma estrutura que lembra levemente jogos do estilo metroidvania.
Esse formato faz com que Toronto deixe de ser apenas um cenário para brigas e passe a funcionar como um espaço que realmente convida à exploração. Pequenos detalhes, personagens secundários e missões paralelas ajudam a dar mais vida ao ambiente.
Ao mesmo tempo, essa liberdade também altera o ritmo clássico do gênero. Em alguns momentos é necessário voltar para regiões já visitadas para completar objetivos ou acessar novas áreas.
Esse vai e volta pode quebrar um pouco o fluxo mais direto que muitos beat ‘em ups costumam oferecer. Ainda assim, a mudança funciona bem dentro da proposta de ampliar o escopo da série.
E quando as brigas começam, fica claro que o jogo ainda entende perfeitamente o que tornou Scott Pilgrim tão divertido.
Combate mantém o espírito dos clássicos
Mesmo com mudanças na estrutura da campanha, o coração do jogo continua sendo o combate. Scott Pilgrim EX segue a tradição dos beat ‘em ups clássicos, colocando o jogador contra grupos de inimigos em arenas espalhadas pelo mapa.
Os comandos são simples de entender, mas permitem criar sequências interessantes de ataques. Socos, chutes, agarrões e golpes especiais podem ser combinados para formar combos que eliminam vários adversários em poucos segundos.
Cada personagem possui seu próprio estilo de combate, o que muda bastante a dinâmica das lutas. Alguns são mais rápidos, outros causam mais dano ou possuem habilidades especiais que alteram o ritmo das batalhas.
Essa variedade ajuda a manter o sistema interessante ao longo da campanha. Alternar entre personagens faz com que cada encontro tenha pequenas diferenças estratégicas.
O uso de objetos espalhados pelo cenário também reforça o tom caótico das batalhas. Armas improvisadas aparecem com frequência e podem ser usadas para ampliar os combos ou controlar multidões de inimigos.
Esse tipo de improvisação combina perfeitamente com o universo de Scott Pilgrim. As lutas são rápidas, exageradas e frequentemente imprevisíveis.
Mas o combate não depende apenas da execução de golpes. O jogo também introduz algumas camadas de progressão que ajudam a aprofundar a experiência.
Personalização cria pequenas variações estratégicas
Durante a campanha, os personagens acumulam moedas que podem ser usadas para comprar melhorias e itens especiais.
Esses elementos permitem aumentar atributos ou desbloquear vantagens que alteram a forma como cada lutador se comporta em combate.
Uma das novidades é o sistema de emblemas, que concede bônus específicos. Alguns aumentam dano, outros fortalecem habilidades ou oferecem pequenas vantagens defensivas.
A personalização não chega a transformar completamente a jogabilidade, mas cria pequenas variações estratégicas que ajudam a manter o progresso interessante.
Experimentar diferentes combinações de itens e habilidades pode mudar a abordagem de determinadas batalhas.
Ainda assim, existe um elemento que transforma completamente a experiência: o modo cooperativo.
Cooperativo transforma o ritmo das batalhas
Scott Pilgrim EX pode ser jogado sozinho sem problemas, mas o jogo claramente foi pensado para funcionar melhor em grupo.
A campanha permite até quatro jogadores simultâneos, tanto localmente quanto online.
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Quando mais pessoas entram na partida, o ritmo das batalhas muda imediatamente. Inimigos aparecem em maior quantidade e o campo de luta rapidamente se enche de ataques acontecendo ao mesmo tempo.
Esse caos organizado faz parte do charme do gênero beat ‘em up e Scott Pilgrim EX entende isso muito bem. Entretanto, a coisa fica bem mais fácil do que deveria. Com os amigos, a campanha, que dura perto de 5 horas, cai para 2-3 horas — principalmente se todos já souberem os caminhos!
Visual e trilha sonora continuam sendo marcas registradas
Visualmente, Scott Pilgrim EX mantém a identidade que tornou o jogo original tão marcante. A pixel art continua vibrante, cheia de cores fortes e personagens extremamente expressivos.
As animações também receberam melhorias perceptíveis. Movimentos são mais fluidos e os ataques possuem mais impacto visual durante as batalhas. Essa estética funciona perfeitamente dentro do universo da série. O jogo parece uma extensão natural dos quadrinhos de Bryan Lee O’Malley.
Seguindo esse caminho, a trilha sonora segue a mesma linha de qualidade. A banda Anamanaguchi retorna com novas composições que misturam chiptune e rock acelerado. As músicas acompanham perfeitamente o ritmo das lutas e ajudam a manter a energia constante durante toda a campanha.
Mas apesar de todas essas qualidades, Scott Pilgrim EX não escapa de alguns tropeços técnicos.
Problemas técnicos aparecem em alguns momentos
Durante a campanha, alguns problemas técnicos podem surgir e acabar interferindo no ritmo da experiência. Em determinadas situações, falhas pontuais aparecem durante combates ou eventos do jogo.
Esses momentos não são constantes, mas são suficientes para quebrar o fluxo em algumas partes da campanha. O modo cooperativo online também pode apresentar instabilidades ocasionais.
Nada disso impede que a aventura avance normalmente na maior parte do tempo, mas são problemas que acabam chamando atenção em um jogo que depende tanto de fluidez.
Scott Pilgrim EX vale a pena, sim!
Mesmo com alguns tropeços técnicos, Scott Pilgrim EX consegue preservar aquilo que sempre definiu a franquia. O humor continua presente, o combate segue caótico e a estética permanece extremamente marcante.
As mudanças estruturais ampliam o mundo do jogo e oferecem uma sensação maior de exploração dentro da campanha. Ao mesmo tempo, o espírito clássico dos beat ‘em ups continua intacto.
No fim, Scott Pilgrim EX é exatamente o tipo de retorno que muitos fãs esperavam: uma aventura estilosa, barulhenta e cheia de personalidade.
Scott Pilgrim EX (Switch 2) é nota 82!
Pontos positivos:
- Combate continua sendo o principal destaque da franquia, com combos que se conectam de maneira fluida e levam satisfação na jogatina;
- A trilha sonora e o ritmo das batalhas conversam muito bem;
- Multiplayer é divertido e os personagens são bem diversos, evitando o efeito repetição;
- No Switch 2, o jogo funcionou perfeitamente tanto no dock quanto no modo portátil, entregando o desempenho esperando
Pontos negativos:
- O multiplayer é ótimo, mas ele deixa a experiência fácil demais (e até mais curta);
- Alguns travamentos na parte do castelo, mas nada que impedisse o fluxo de gameplay;
*Game key enviada pela Masamune
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