Review: Super Mario Bros. Wonder – Switch 2 Edition + Vamos ao Parque Belabel
Um relançamento que talvez não faça sentido para quem já se divertiu no game, mas interessante para os recém-chegados ao console!
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Nem todo jogo precisa de uma segunda versão tão cedo, e Super Mario Bros. Wonder parecia justamente um desses casos. Lançado já no fim do ciclo do Switch original, o jogo chegou redondo, bonito e completo, sem dar sinais de que precisava voltar tão rápido.
Ainda assim, a Nintendo decidiu revisitar o projeto com uma edição para o Switch 2. A proposta não é apenas melhorar o visual, mas expandir a experiência com novos conteúdos. O resultado é uma versão mais robusta e podemos dizer que levemente estratégica. Afinal, Super Mario Bros. Galaxy: O Filme acabou de chegar nas telonas quebrando tudo!
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O que muda no Switch 2
Super Mario Bros. Wonder – Switch 2 Edition + Vamos ao Parque Belabel mantém toda a base do jogo original, adicionando melhorias técnicas e um conjunto considerável de conteúdos extras. A principal novidade está em Bellabel Park, uma nova área focada em atividades paralelas.
Além disso, o jogo agora roda em resolução 4K no modo dock e 1080p no portátil, com desempenho estável em 60 quadros por segundo. A melhoria visual é clara, mesmo que não transforme completamente a experiência original.
Como esperado em um simples relançamento, a base de gameplay continua sendo o grande destaque. Wonder ainda é um dos jogos 2D mais criativos da série, com fases que constantemente mudam sua dinâmica graças às Wonder Flowers.
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No Switch 2, essa experiência segue intacta, agora com pequenas adições. Novos chefes com os Koopalings aparecem em fases remixadas, trazendo desafios diferentes dentro de cenários já conhecidos.
A inclusão de Rosalina como personagem jogável e do modo Assist ampliam as possibilidades, principalmente para quem joga junto dos amigos. São mudanças simples, mas que ajudam a renovar o ritmo da campanha e atraem quem adquiriu o console e não se divertiu no game ainda.
Fases reaproveitadas e cheia de chefões (os atrativos da nova versão)
O novo conteúdo single-player funciona, mas sem grandes surpresas. As fases remixadas são rápidas e reaproveitam bastante do que já existia, mesmo com mudanças visuais e novos desafios.
As batalhas contra os Koopalings, totalmente ligadas aos roubos das flores do Parque Bellabel, são o ponto alto dessa expansão. Cada confronto usa mecânicas criativas e consegue se destacar mais do que alguns chefes do jogo original. Aqui o jogo brilha e justifica o relançamento, mesmo sendo bem pouco.
Dessa forma, a sensação geral que fica é de um complemento, um DLC só para um console, e não de uma expansão real. Talvez ficaria mais completo com algo mais consistente e capaz de nos entregar mais tempo de gameplay, ou que justifique revisitar o jogo por completo apenas por esse conteúdo.
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Parque Bellabel e o foco no multiplayer
Bellabel Park, como citado anteriormente, é o grande diferencial da nova versão. A área funciona como um hub para modos multiplayer, reunindo minigames e desafios que lembram experiências como Mario Party.
Há atividades competitivas e cooperativas, tanto localmente quanto online. Algumas ideias são interessantes, principalmente nas interações entre jogadores e nos desafios mais criativos.
No entanto, o conjunto não tem força suficiente para se sustentar por muito tempo. Os minigames são rápidos e, apesar de funcionarem, dificilmente se tornam o foco principal da experiência. Sendo sincero, não é algo animador a ponto de juntar os amigos para uma jogatina. Pode durar pouco tempo.
Um pacote que tenta fazer de tudo – e consegue!
A sensação é que essa edição tenta equilibrar dois públicos. De um lado, quem quer revisitar o jogo base com melhorias; do outro, quem busca algo novo no multiplayer.
Esse equilíbrio nem sempre funciona. O conteúdo adicional parece deslocado em relação ao restante da experiência, como se tivesse sido pensado separadamente para justificar o relançamento.
Ainda assim, há mérito na tentativa. Algumas ideias funcionam bem, mas o conjunto não alcança o mesmo nível de “impacto” do jogo original.
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No lado técnico, o jogo impressiona pela clareza da imagem em 4K. Os cenários e personagens ficam ainda mais definidos, valorizando o estilo visual já conhecido. E logo depois de ter assistido o novo filme no cinema, é um agrado e tanto para os olhos.
O desempenho também é consistente, mantendo 60 FPS estáveis. A ausência de uma opção em 120 FPS chama atenção, especialmente considerando o tipo de jogo e o potencial do hardware, mas não é algo que te faça repensar no investimento.
No fim, em questão de desempenho, é uma melhoria sólida, mas conservadora. Funciona bem, mas não chega a surpreender.
Onde o jogo erra
O principal problema está no valor cobrado. Custando R$ 439,90 na eShop, a versão completa exige um investimento alto, principalmente para quem já jogou no Switch original.
Além disso, o novo conteúdo não tem peso suficiente para justificar totalmente esse preço. O multiplayer diverte por um tempo, mas não se sustenta como um grande diferencial.
Também há uma sensação clara de reaproveitamento. Muitas atividades usam fases já conhecidas, o que reduz o impacto geral das novidades. Por outro lado, se é a sua primeira vez conhecendo esse jogaço, é a versão definitiva para se divertir com o bigodudo.
Vale a pena comprar Super Mario Bros. Wonder – Switch 2 Edition + Vamos ao Parque Belabel?
Super Mario Bros. Wonder no Switch 2 continua sendo um excelente jogo. A base segue forte, divertida e criativa, agora com melhorias visuais e algumas adições interessantes.
Por outro lado, a nova edição levanta dúvidas sobre custo-benefício. O conteúdo extra é competente, mas não essencial. Para quem já jogou, vale avaliar com calma. Para novos jogadores, ainda é uma ótima escolha.
Super Mario Bros. Wonder – Switch 2 Edition + Vamos ao Parque Belabel é NOTA 90!
Pontos positivos
- Base continua excelente e muito criativa
- Visual em 4K deixa o jogo ainda mais bonito
- Desempenho estável em 60 FPS
- Novas batalhas com Koopalings são destaque
- Inclusão de Rosalina e opções de acessibilidade ajudam
- Conteúdo multiplayer traz variedade inicial
- Ainda é Mario Wonder!
Pontos negativos
- Preço de R$ 439,90 é alto para o conteúdo oferecido
- Multiplayer não se sustenta por muito tempo
- Poucas novidades relevantes no single-player
- Expansão parece mais complemento do que evolução
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