Sony não prioriza “vender mais” PS5; entenda!
Empresa pretende ampliar receitas recorrentes obtidas com a base atual, incluindo assinaturas, publicidade e conteúdo digital.
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A Sony não considera necessário vender o PS5 de maneira agressiva durante a segunda metade do ciclo do console. Segundo o CEO Hiroki Totoki, a prioridade agora envolve aumentar a receita recorrente obtida com os jogadores que já utilizam a plataforma.
O PS5 ultrapassou 95 milhões de unidades distribuídas, enquanto a PlayStation possui 125 milhões de usuários ativos mensais. Esse segundo número considera as contas que utilizaram os serviços da plataforma e não representa a quantidade de assinantes do PS Plus, como alguns títulos publicados na internet podem sugerir.
Serviços ganham importância para a PlayStation
Durante uma entrevista ao Wall Street Journal repercutida pelo GamesRadar, Totoki explicou que a empresa pretende monetizar melhor sua base atual. PS Plus, publicidade, conteúdos adicionais e compras pela PlayStation Store ajudam a gerar dinheiro mesmo sem a venda de outro console.
Os serviços da PlayStation renderam 208,6 bilhões de ienes entre abril e junho de 2026, um crescimento anual de 21%. A categoria inclui principalmente assinaturas e publicidade, embora a Sony não informe quanto cada atividade arrecadou separadamente. Os números aparecem na análise sobre o crescimento da receita do PlayStation Plus.
A declaração também não significa que a Sony deixará de fabricar ou promover o PS5. Totoki descreveu uma mudança de prioridade comum durante a segunda metade de uma geração, quando a base instalada passa a alimentar serviços e vendas digitais. Os resultados da Sony no primeiro trimestre fiscal já mostravam essa menor dependência do hardware.