Marathon: Bungie detalha como lidará com hackers

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Estúdio promete banimento permanente para trapaceiros e prepara teste no Server Slam.

Autor Jean Azevedo Koreiajr
Jean Azevedo Koreiajr

Publicado em 23 de Fevereiro de 2026, às 14h51

Inspiração de Marathon(Fonte: Bungie)

Tau Ceti IV é um mundo hostil em Marathon. A morte é parte do pacote. Ainda assim, a Bungie quer deixar claro: quando você cair, será por erro próprio ou mérito do adversário — não por lag, trapaça ou falhas de servidor.

Em um novo comunicado técnico, o estúdio detalha como está estruturando a base de rede e segurança do shooter de extração. A promessa é ambiciosa: proteger a experiência competitiva e garantir que cada jogador tenha uma chance justa de exfiltrar com a mochila cheia de loot.

Servidores dedicados de Marathon e autoridade total

Em Marathon, os servidores dedicados são totalmente autoritativos sobre movimentação, tiros, ações e inventário. Na prática, isso significa que ações inválidas enviadas pelo cliente são simplesmente rejeitadas, sem afetar a partida dos demais.

Consequentemente, exploits como teleporte, munição infinita ou manipulação de dano perdem espaço. Além disso, a Bungie combinou esse modelo com sistemas de predição no cliente e “rewind”. Assim, os comandos continuam responsivos, mas o servidor pode corrigir inconsistências quando necessário.

Outro ponto importante é a adjudicação servidor-side de cada disparo, com rastreamento individual por tiro e transmissões redundantes para mitigar perda de pacotes. O servidor de Marathon também realiza compensação de mira com rewind por bala. Portanto, mesmo com alvos se movendo rapidamente entre coberturas, os tiros devem registrar corretamente — e jogadores com conexão estável não serão atingidos “atrás da parede”.

data de lançamento de Marathon

Para completar, o estúdio investiu em uma rede global de datacenters a fim de reduzir latência e oferecer resposta mais consistente ao redor do mundo.

Fog of War de Marathon agirá contra wall hacks

O sistema de “Fog of War” roda no servidor e limita as áreas do mapa que cada cliente conhece, com base no que o personagem realmente poderia perceber. Desse modo, cheats como wall hacks, ESP e reveladores de loot perdem eficácia.

Além de proteger a localização de itens e conteúdos de contêineres, o sistema também ajuda a esconder sua posição dos clientes adversários. Em um jogo de extração, essa camada extra faz diferença.

Segurança no cliente e BattlEye

No lado do cliente, a Bungie afirma ter reconstruído sua pilha de segurança do zero para Marathon. O jogo utiliza softwares de terceiros — incluindo uma camada adicional com o BattlEye — combinados a sistemas proprietários inéditos no projeto.

A proteção opera tanto em modo usuário quanto em modo kernel. Ainda assim, o estúdio reconhece: segurança é uma corrida armamentista constante. Por isso, evita detalhar metodologias específicas, mas reforça o compromisso contínuo com atualizações.

Telemetria, detecções e banimento permanente

Os servidores coletam dados constantes sobre as ações dos jogadores. Em seguida, esses dados passam por sistemas de análise que buscam padrões anômalos. Analistas humanos também entram em cena para garantir equilíbrio entre plataformas e dispositivos de entrada.

Mesmo que algo suspeito passe despercebido durante a partida, uma análise posterior pode resultar em punição. E aqui a Bungie é categórica: quem for pego trapaceando — ou desenvolvendo cheats — será banido permanentemente, sem segunda chance. Haverá sistema de apelação, mas a política é de tolerância zero.

Reconexão e proteção de equipamento

Perder conexão no meio de uma run pode ser devastador. Por isso, se o jogador cair ou desconectar, seu “shell” permanece no mundo e pode ser protegido pela equipe. Basta restabelecer a conexão e retornar à partida.

Entretanto, caso o problema seja causado pela infraestrutura da própria Bungie, o estúdio tentará devolver o equipamento inicial aos afetados. Vale notar: o reembolso cobre apenas um subconjunto de erros de servidor — não perdas causadas por falhas na internet do jogador ou problemas no cliente.

Segurança econômica

Com o tempo, o cofre dos jogadores ficará repleto de armas e equipamentos valiosos conquistados em Tau Ceti IV. A Bungie afirma levar esse investimento a sério e promete combater duplicação de itens e outras fraudes econômicas.

Serviço contínuo

Por fim, o estúdio reforça que rede e segurança serão temas permanentes de diálogo com a comunidade. Atualizações frequentes e novos investimentos estão no radar.

A primeira oportunidade de testar parte da experiência final chega com o “Server Slam”, que começa em 26 de fevereiro. Será o primeiro grande teste público da infraestrutura — e, ao que tudo indica, também da promessa de um ambiente justo.

Em um gênero onde confiança é tudo, a Bungie sabe que não basta dizer. Agora, precisa provar em campo.