Hollywood em paralização | Atores se juntam aos roteiristas em greve  

Compartilhar:

Após mais de 60 anos, atores e roteirista se juntam em greve histórica por reinvindicações

Autor Rita Caló
Rita Caló

Publicado em 18 de Julho de 2023, às 00h25

Membros do sindicato durante as manifestações da greve. | Imagem: Mike Blake/Reuters ReproduçãoMembros do sindicato durante as manifestações da greve. | Imagem: Mike Blake/Reuters Reprodução

Nesta quinta-feira (13), os atores de Hollywood anunciaram oficialmente estarem em greve. Eles se juntam aos roteirista, que já lutam por seus direitos desde o início de maio. A SAG – AFTRA (Sindicato dos atores) afirma ter passado por quatro semanas de negociações antes de tomar a decisão.  

Entre as exigências, que são muito parecidas com as dos roteiristas, estão aumento salarial, revisão de ganhos residuais por streaming, além de melhores condições de trabalho e regras para o uso de conteúdo gerado por inteligência artificial. 

Quais os impactos dessa paralisação?

Os danos causados por tamanhas paralizações são gigantescos para o meio, além do atraso nas produções, os atores também ficam proibidos de participar de qualquer evento de divulgação, material publicitário ou cerimônia de premiação envolvendo os filmes, o próprio Emmy pode ser adiando se a situação de estender.  

O caso que mais marcante até o momento aconteceu durante um evento de divulgação do filme Oppenheimer, pois assim que o elenco recebeu a notícia de greve do sindicato, saíram do local sem concluir a cerimônia, antes mesmo da exibição do longa. 

Qual o motivo da greve?

Greves como essa já aconteceram diversas vezes durante a história, mas a última união desses dois sindicatos ocorreu em 1960. Um aspecto importante de se avaliar é que, com a mudança do mercado deveria ser normal que as remunerações acompanhassem esse ritmo, mas ao longo do tempo sempre são necessárias ações extremas para que os ajustes sejam feitos. A própria paralização dos anos 60, lutava para que os atores e roteiristas ganhassem residuais pelas exibições de filmes na TV. Depois, em 2007, a exigências envolviam os ganhos em cima da venda de DVDs.  

Hoje também temos as questões do uso de inteligência artificial, que está ficando cada vez mais em pauta na mídia, pois sem um uso bem regulamentados, os artistas de diversas áreas podem ser prejudicados. Além disso, com a mudança de formato do conteúdo, como séries cada vez menos episódios, os profissionais acabam com contratos cada vez menores, sem benefícios ou garantias.  

Quanto tempo a greve pode durar?

Ainda não temos nenhum sinal de conciliação dos lados. A AMPTP (Alliance of Motion Picture and Television Producers), que representa diversas produtoras de filmes e séries, como  Sony, Disney e Warner, já deu seus termos e não pretende conceder facilmente as exigências dos sindicatos, embora tenha apresentados alguns ajustes salarias, se vê impassível em questões como a mensuração dos residuais e uso de inteligência artificial.  

Quer saber mais sobre a Greve dos roteiristas? Acesse aqui.